As vezes na vida sobra um gostinho amargo.
Não um fel desenfreado, não a dor de uma ruptura, que te joga ao chão sem chances de revide, mas sim algo leve, algo que se releve, que se deixe pro dia seguinte.
Mas desses gostinhos amargos, bobos e sem pretenções .. o pior deles é o da amizade ausente, do espaço vazio que ela deixa quando se vai, quando os elos se acabam e a luz que havia se acaba, quando já não resta nada e elas se vão.
É incrível como certas coisas morrem e outras não, é incrível como certas flores no jardim sempre estão lá, independente da época do ano, independente da estação, quanto outras são como folhas ao vento que passam e nunca mais voltam.
Mas sorte a minha que sei que posso contar com as flores no jardim, que ainda as tenho lá, sei que não todos os dias, sei que nem sempre são flores, sei que nem sempre estão exuberantes, mas sei que estão lá.
Quanta as folhas, por mais que eu tente e queira que elas virem flores, um dia elas vão embora, pois creio que não sou importante para elas, e assim bate um vento, e as amizades mudam, mas eu estou lá, observando as folhas e as flores.














